O Significado da Vida

A vida se caracteriza pela composição da molécula de DNA com capacidade de replicação por meio da assistência de enzimas.

O Significado da Vida

A vida se caracteriza pela composição da molécula de DNA com capacidade de replicação por meio da assistência de enzimas.

Há cerca de 25 anos em um simpósio de genômica em Keystone, Colorado (EUA), em uma das apresentações, um expositor mostrou a foto de uma galinha e um ovo.

Depois, pediu à plateia para que se manifestasse. E após várias sugestões, comentou que a observação correta seria “a galinha foi a solução que o ovo teve para fazer outro ovo”.  A afirmação teve, em parte da plateia, impacto semelhante àquele das crianças quando descobrem de onde vem os bebês.

Vejamos a assertividade disso: a vida se caracteriza pela composição da molécula de DNA com capacidade de replicação, atividade metabólica baseada em ação de enzimas e tudo isolado por uma membrana lipídica.

Sabemos que os genes baseados em DNA só conseguem se replicar com a assistência de enzimas que, por sua vez, só conseguem ser construídas a partir de instruções armazenadas no DNA. É impossível que haja um sem o outro.

E há o fato que tanto os genes quanto o metabolismo dependem da membrana externa para concentrar produtos químicos necessários, capturar energia e se proteger do ambiente.

De acordo com o pesquisador inglês Paul Nurse, Nobel de Medicina, é difícil imaginar como elementos dessa trindade pudessem aparecer por conta própria. Se você tira um elemento, o sistema inteiro tomba depressa.

A origem de tudo

A formação da membrana é mais fácil de se explicar. São lipídeos formados por reações químicas espontâneas há 3,5 bilhões de anos. Os lipídeos na água se reúnem espontaneamente, formando esferas ocas mais ou menos do tamanho de bactérias.

Moléculas de RNA em algum tempo foram inadvertidamente aprisionadas dentro de alguma dessas esferas. Essas moléculas conseguem armazenar informações, podem ser copiadas com erros, introduzindo variabilidade e, com isso, evoluir.

Agora só nos faltam as enzimas. Pois bem, sabe-se que o RNA tem a capacidade de dobrar-se, formando estruturas tridimensionais que funcionam como enzimas.

A energia e matéria prima química necessárias foram obtidas quando esferas microscópicas de lipídeos se alocaram dentro de poros de rochas que cercam fendas hidrotermais nas profundezas do oceano. Milênios de tentativas e erros levaram à formação de máquinas autossuficientes e autorreplicáveis.

Três bilhões de anos mais tarde, estruturas complexas multicelulares apareceram dando origem às plantas, insetos, mamíferos e recentemente aos humanos. A seleção natural criou coisas inesperadas, sendo a mais extraordinária o cérebro humano. E com ele veio a teoria quântica, o dry martini e o celular.

Se essa teoria especulativa fizer sentido, o significado da vida é a replicação genômica por seres com estabilidade transitória que auferiram variada complexidade e obedecem a um mesmo código genético.



 

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