Endometriose

Endometriose

Endometriose é uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio), em vez de serem expulsas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários, ligamentos uterinos ou na cavidade abdominal*, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar. As causas da doença ainda não estão bem estabelecidas.

Quando a mulher engravida, o endométrio permanece intacto durante toda a gestação. Caso contrário, descama e é eliminado juntamente com o sangue menstrual. A cada ciclo ele se refaz.

(*) A cavidade abdominal compreende os seguintes órgãos: estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas e ductos biliares, baço, intestinos delgado e grosso, rins, glândulas suprarrenais e os vasos abdominais, que são ramificações da aorta abdominal.

Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, 15% das mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos) têm a doença. Antigamente, considerava- se que a maior frequência de endometriose ocorria após os 30 anos. Mas, com a evolução dos exames de imagem, observa-se a presença da doença entre mulheres mais jovens, inclusive adolescentes. Em 5% dos casos o problema pode ocorrer ou persistir após a menopausa.

A mudança no tipo de vida das mulheres (mais integradas ao mercado de trabalho e à vida acadêmica) tem favorecido o aumento do problema. Elas estão menstruando mais vezes, porque o início da menstruação tem sido mais precoce.

O fato de as mulheres adiarem cada vez mais a primeira gravidez e também engravidarem com menor frequência, contribuiu para o aumento da incidência da doença.

Também existem fatores ambientais que provocam a doença. Entre eles estão a combustão de poluentes (emitidos por carros e indústrias) que acumulam toxinas (dioxina) nos tecidos gordurosos e as tendências genéticas de parentes de primeiro grau.

Sintomas

– dor em forma de cólica durante o período menstrual (dismenorreia) muitas vezes intensa que pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais. Inclusive um estudo britânico revelou a dor como a principal causa de falta ao trabalho;
– dor durante as relações sexuais (dispareunia);
– dor e sangramento ao urinar e evacuar, especialmente durante a menstruação;
– fadiga;
– diarreia;
– dificuldade de engravidar. A infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose.

Diagnóstico

O exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado por testes laboratoriais, como o exame de sangue marcador tumoral CA-125 (que se altera nos casos mais avançados de endometriose) e de imagens como a ultrassonografia endovaginal, ressonância magnética. Porém, o diagnóstico conclusivo depende da realização de uma biópsia.

Complicações

Qualquer órgão na cavidade abdominal, bacia, pode ser afetado. Quando a doença surge nos ovários pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma, de tamanho grande e que compromete a capacidade de a mulher engravidar. Outros órgãos também podem ser acometidos, como, parte do intestino grosso, bexiga, apêndice e vagina.

Tratamento

Como se trata de uma doença crônica, a endometriose regride de forma espontânea com a menopausa, devido à queda na produção dos hormônios femininos e o fim das menstruações. Mas para os casos em que isso não acontece, existem dois tipos de tratamento: o clínico ou o cirúrgico.

No tratamento clínico, mulheres mais jovens podem utilizar diferentes tipos de medicamentos que suspendem a menstruação como anticoncepcionais orais contínuos, progesterona de depósito e medicamentos recomendados por especialistas.

Enquanto as lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente por via laparoscópica, com remoção total das lesões.

Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento. 

Prevenção

Como a endometriose é de difícil diagnóstico, vale reforçar a importância das consultas regulares ao ginecologista como forma de prevenção e detecção precoce da doença. E sempre procurar um ginecologista quando houver dor menstrual e/ou dor no ato sexual.

Mulheres com hábitos de vida mais saudáveis e que praticam atividade física regularmente respondem melhor ao tratamento.

Vale ressaltar que o diagnóstico precoce é essencial para evitar a infertilidade.

Recomendações para lidar com a endometriose

– Não idealize que a cólica menstrual é um sintoma natural na vida de toda mulher. Procure o seu ginecologista para que ele a oriente com o tratamento;
– Faça todos os exames necessários para o diagnóstico da endometriose, uma doença crônica que acomete mulheres na fase reprodutiva e interfere na qualidade de vida;
– Inicie o tratamento adequado ao seu caso imediatamente ao diagnóstico da doença;
– Saiba que a endometriose está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restabelecida com tratamento adequado.

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A Unidade Angélica realiza o exame de ultrassonografia endovaginal no Espaço da Mulher, uma ala exclusiva para o público feminino que oferece conforto, privacidade, tecnologia e atendimento humanizado. Além da ultrassonografia, pode se realizar mamografia digital, densitometria óssea, testes genéticos e análises clínicas.

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