Câncer do Colo do Útero

Câncer do Colo do Útero

O câncer de colo do útero é causado pelo Papiloma Vírus Humano, o HPV, na maioria dos casos.

O câncer do colo do útero é o quarto câncer mais frequentemente diagnosticado e a quarta causa mais comum de mortalidade em mulheres, sendo responsável por 528.000 novos casos e 266.000 mortes globalmente a cada ano.

O HPV está relacionado ao desenvolvimento do carcinoma do colo uterino em mais de 95% dos casos.

No passado houve uma redução na incidência de câncer invasivo devido a programas de rastreamento utilizando a citologia cérvico-vaginal.

A incorporação de testes moleculares para a detecção de HPV de alto risco tem sido associada a uma redução significativa na incidência de câncer invasivo em relação à apenas o rastreamento citológico e tem como característica alcançar um maior número de mulheres.

Como diagnosticar o câncer de colo do útero

Hoje as diretrizes recomendam três opções primárias de triagem: exame citológico isolado em cenário de escasso orçamento de saúde ou triagem por meio de pesquisa do HPV ou a combinação da citologia mais a detecção do HPV.

Estudos recentes mostram que a detecção do vírus alerta mais precocemente sobre a possibilidade do desenvolvimento da doença e seriam mais eficientes que o rastreamento utilizando o exame de Papanicolaou.

A citologia

Além disso existem muitos obstáculos ao rastreamento por citologia. A mulher deve-se deslocar ao serviço de saúde onde deve haver pessoal treinado para a coleta do material que será, então, examinado por patologista treinado.

Os obstáculos são, em um país continental como o nosso, a dificuldade do deslocamento, a indisponibilidade de centros de saúde e de profissionais treinados em número suficiente para esse atendimento.

Exame molecular para a detecção do HPV

A incorporação do exame molecular para a detecção do HPV seria uma grande e eficiente solução. Desde que possa ser realizado em material coletado pela própria paciente; ser enviado a centros laboratoriais de modo simples; até pelo correio; muitas dificuldades seriam ultrapassadas, permitindo a identificação muito mais eficiente das mulheres que devem ser, então, encaminhadas a centros de saúde para exames mais elaborados.

Os estudos de custo-efetividade mostram que essa abordagem, além de mais eficiente, custa um terço da estratégia convencional.