Câncer de Mama em Homens

Câncer de Mama em Homens

Homens portadores de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm um risco maior de desenvolver alguns tipos de câncer, dentre eles o de mama.

Em meados da década de 1970, Mary-Claire King foi a primeira pesquisadora a reconhecer que o câncer de mama e ovário hereditários poderiam estar relacionados a mutações de um mesmo gene. Em 1990, ela e seu grupo de estudo na Universidade da Califórnia identificaram o gene BRCA1. Com isso, King fosse reconhecida como uma das fundadoras da oncogenética.

Homens são menos testados

Homens e mulheres podem ser portadores de genes de risco de desenvolvimento de tumores na mesma proporção. Porém, pelo público e até por parte de algumas operadoras de saúde, a incidência ocorre em apenas um dos sexos. Este é o caso dos genes BRCA1 e BRCA2 que codificam proteínas envolvidas no reparo do DNA e estão associados a um risco aumentado de câncer de mama, próstata, pâncreas, entre outros.

Centenas de milhares de pessoas foram testadas para mutações desses genes e muitas vidas foram salvas com a prevenção do câncer. Ainda assim, com uma estimativa de que haja 19 milhões de portadores dessas mutações em todo o mundo, a superfície do problema foi apenas arranhada.

Como isso não é amplamente compreendido, os testes genéticos para a identificação de genes de predisposição ao câncer não são feitos nas pessoas certas no momento certo. Homens são frequentemente menos testados por se preocuparem menos com a saúde. As pessoas que  também são testadas podem ter dificuldade em compreender o significado completo de seus resultados, tanto no que diz respeito ao seu próprio risco de câncer quanto aos riscos para seus familiares.

Ambos os sexos são afetados na mesma proporção

Em relação aos genes BRCA1 e BRCA2, a incidência da mutação está entre 0,25% e 2,5%, dependendo da população estudada, sendo ambos os sexos afetados na mesma proporção.

Apesar disso, um estudo descreveu que dez vezes mais mulheres foram testadas para essas mutações do que homens, sendo que para o câncer de cólon, essa proporção foi a mesma.

Outro estudo mostrou que homens testados para as mutações BRCA1 e BRCA2 e diagnosticados como portadores da Síndrome de Câncer Hereditário de Mama e Ovário conhecida como “HBOC”, muitas vezes não reconheceram seus riscos de desenvolver câncer e eventualmente privaram suas famílias dessas informações por medo de serem estigmatizados.