Aumento de Peso ao Parar de Fumar

A equação entre ganhar peso e parar de fumar

Aumento de Peso ao Parar de Fumar

Por que ao para de fumar, as pessoas engordam? Leia para saber o que os cientistas descobriram sobre o assunto.

O tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo e, ainda assim, muitos fumantes nunca tentam parar.

O ganho de peso associado à suspensão do tabagismo é citado como a principal razão pela qual mais pessoas não tentam parar. Na média, os pacientes que param de fumar ganham 4,5 kg no período de 6-12 meses e 13% deles ganharam mais de 10 kg em um ano, o que constitui um grande obstáculo à abstinência do tabagismo, mesmo com ingestão calórica estável ou restrita.

Esse ganho de peso é amplamente atribuído aos efeitos associados ao tabagismo na ingestão de energia, taxa metabólica e atividade física, mas os mecanismos moleculares subjacentes específicos não são totalmente compreendidos.

Leviel Fluhr e seus colegas, pesquisadores de Israel, em uma publicação recente na revista Nature, fornecem evidências que implicam microrganismos intestinais neste fenômeno.

Foi demonstrado que o tabagismo e sua cessação induzem um estado disbiótico impulsionado por fluxo intestinal de metabólitos relacionados ao uso do cigarro.

Os autores demonstraram que os fatores dependentes da microbiota afetam o quanto do peso é modificado.

A microbiota intestinal e o estado disbiótico

Microbiota intestinal é a designação da população de micro-organismos do trato gastrointestinal que mantêm a integridade da mucosa e controlam a proliferação de bactérias patogênicas.

Estado disbiótico é quando algum elemento externo, como no caso nicotina, alcatrão ou monóxido de carbono contidos no fumo interferem nessa população de microrganismos.

Os pesquisadores descobriram uma intervenção dependente de microbioma de pacientes que pararam de fumar e ganharam peso que pode ser explorada para melhorar o sucesso na interrupção do tabagismo e para corrigir perturbações metabólicas, mesmo em ambientes de não fumantes.

As descobertas de Fluhr e colegas têm implicações importantes para a compreensão dos mecanismos que estão por trás das doenças relacionadas ao tabagismo.

Por exemplo, a glicina e alguns outros aminoácidos podem funcionar como moléculas de neurotransmissores que auxiliam na comunicação entre os neurônios ou que servem como precursores-chave na síntese de neurotransmissores.

Dado que a fumaça do cigarro influencia a produção de derivados de glicina mediada pela microbiota, isso levanta a possibilidade de que essas moléculas possam entrar na corrente sanguínea e, subsequentemente, obter acesso a locais no sistema nervoso central que estão envolvidos na regulação do apetite e no metabolismo energético.

É possível que os microbiotas intestinais dos fumantes colham com mais eficiência não apenas nutrientes, mas também outras substâncias.

Por exemplo, será interessante descobrir se as quantidades de nicotina extraídas da fumaça do tabaco, agindo no cérebro para perpetuar o hábito do tabaco, ou moléculas bioativas derivadas da nicotina (metabólitos) são influenciadas pela microbiota intestinal ou pela microbiota de órgãos como os pulmões.



 

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