Alergia: sintomas, causas e diagnóstico

A alergia pode acometer de 10 a 20% da população mundial.

Alergia: sintomas, causas e diagnóstico

Embora a maioria das alergias não possa ser curada, os tratamentos podem ajudar a aliviar os sintomas da alergia.

Em 8 de julho é comemorado o Dia Mundial da Alergia. A data foi instituída pela Organização Mundial da Saúde para promover conscientização e alerta sobre a doença, que é uma das mais frequentes do mundo e pode ser grave.

O que é alergia?

A alergia ocorre quando o sistema imunológico dá uma resposta exagerada e excessiva contra substâncias que entram em contato com o organismo, seja por via respiratória, cutânea ou por ingestão.

As substâncias são chamadas de alérgenos e podem incluir ácaros, fungos, alguns tipos de medicamentos, pelos de animais, oleaginosas, picada de insetos, plantas, frutos do mar, pólen de flores e alguns metais, como a prata.

A herança genética é a base para se ter alergia. Entretanto, ela só será desencadeada com a exposição a fatores ambientais.

Pode atingir indivíduos em qualquer faixa etária, sendo atualmente considerada um problema de saúde pública por acometer cerca de 10% a 20% da população mundial, comprometendo de forma significativa a qualidade de vida de adultos e crianças.

Principais sintomas

O corpo ataca a si mesmo na alergia e, por isso, provoca diversas consequências que podem ser leves, moderadas ou graves. A sensibilidade ou hipersensibilidade de algumas pessoas em relação às substâncias faz com que os sintomas sejam variados, conforme o tipo de alergia que possuem.

As principais manifestações incluem:

  • Olhos lacrimejantes.
  • Espirros.
  • Coriza.
  • Tosse.
  • Chiado no peito.
  • Dor de estômago.
  • Erupções cutâneas.
  • Coceira na boca ou nas orelhas.
  • Inchaço nos lábios, na língua ou garganta.

 

Como prevenir?

Ao primeiro sinal de reação, é necessário procurar um médico imediatamente para que ele possa fazer um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado. Sabendo a que você tem alergia é possível incluir cuidados na sua rotina, evitar contato com o alérgeno e prevenir reações mais graves.

A prevenção pode envolver atenção ao clima, pois algumas estações podem favorecer a presença de alérgenos (poeira e pólen, por exemplo) no ar; manter os ambientes limpos para evitar a dispersão de pó e acúmulo de ácaros; ler atentamente os rótulos de embalagens; avisar sobre a alergia quando estiver em restaurantes; e não fumar.

Confira algumas dicas para prevenir e combater alergias em casa:

  • Ventilação: manter janelas abertas durante o dia. Não tenha receio, vento não faz mal.
  • Móveis: o mobiliário deve ser simples, com bordas lisas e de fácil limpeza.
  • Limpeza: deve ser diária, com pano úmido com água, sabão e produtos de limpeza adequados. Evitar produtos com odor ativo, como os derivados de amoníaco. Evitar, também, usar vassouras e espanadores, bem como aspiradores que não tenham filtros para reter partículas bem pequenas. Não esquecer da limpeza de ventiladores e dos filtros do ar-condicionado. Consertar focos de infiltração e umidade.
  • Colchões e travesseiros: trocar travesseiros uma vez por ano e preferir modelos com espuma inteiriça. Evitar penas ou flocos. Encapar colchões e travesseiros com capas especiais contra ácaros e trocar as roupas de cama semanalmente.
  • Animais: evitar no quarto de dormir.
  • Cuidados no armazenamento de roupas: lavar roupas guardadas antes do uso.
  • Controle de fatores irritantes: fumaça de cigarro, odores, perfumes fortes e umidade.

 

Exames para diagnosticar alergia

Após analisar os sintomas e o histórico familiar do paciente, o médico solicitará exames específicos para confirmar ou descartar a alergia.
Para combater a alergia, o sistema imunológico produz anticorpos chamados imunoglobulina E (IgE). Assim, os exames de sangue realizados para diagnóstico medem a quantidade desses anticorpos presentes no organismo. Existem dois tipos principais:

  • IgE total: mede os níveis totais de IgE no sangue para confirmar se você é alérgico. No entanto, não revela a qual substância você é sensível, pois não identifica anticorpos específicos.
  • IgE específico: é capaz de descobrir a causa específica da sua alergia. O médico seleciona os alérgenos que serão testados com base nos relatos do paciente e nos seus sintomas. Com o exame, também é possível testar os componentes das substâncias para identificar as proteínas que causam as reações, determinando se você corre o risco de ter uma reação sistêmica grave ou leve e localizada.

Além dos exames mencionados acima, o seu médico pode solicitar:

  • Testes cutâneos de leitura imediata e de contato.
  • Diagnóstico por imagem, como radiografia e tomografia.
  • Testes de provocação.
  • Dietas de eliminação.

Agende o seu exame com a Genoa/LPCM: 11 3135-6880 e 11 9 6318-8021.

Tratamento

A alergia e as doenças alérgicas são tratadas com a associação do tratamento clinico às medidas de controle ambiental, para o sucesso e controle do quadro.

O médico pode receitar medicamentos como anti-histamínicos orais associados a descongestionantes sistêmicos; corticoides sistêmicos ou intranasais ou pulmonares ou tópicos para uso cutâneo, além de vasoconstritores tópicos nasais.

Em caso de falha no tratamento clínico, pode-se utilizar a imunoterapia alergeno-específica, que é o único tratamento que interfere no mecanismo básico da doença alérgica.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso das vacinas com alérgenos está indicado em pacientes que apresentam reações graves (anafiláticas) a insetos (abelhas, vespas, marimbondos e formigas) e nos indivíduos sensíveis a alérgenos ambientais que apresentem manifestações clínicas, como rinite, asma, conjuntivite.