A História da Vacina

Criada há mais de 200 anos, a vacina ainda é uma das mais importantes forma de proteção contra doenças.

A História da Vacina

Criada há mais de 200 anos, a vacina ainda é uma importante forma de prevenção contra as doenças.

A história da vacina iniciou-se no século XVIII, quando o médico inglês Edward Jenner utilizou a vacina para prevenir a contaminação por varíola, uma doença viral extremamente grave que causava febre alta, dores de cabeça e no corpo, lesões na pele e morte.

A varíola foi a primeira doença infecciosa que foi erradicada por meio da vacinação.

Quem criou a primeira vacina?

A primeira vacina de que se tem registro foi criada por Edward Jenner no século XVIII. Ele nasceu em maio de 1749, na Inglaterra, e dedicou cerca de 20 anos de sua vida aos estudos sobre varíola.

Em 1796 realizou uma experiência que permitiu a descoberta da vacina e em 1798 divulgou seu trabalho “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”, mudando, a partir daí, completamente a ideia de prevenção contra doenças.

Como Jenner desenvolveu a primeira vacina?

A primeira vacina surgiu a partir dos estudos realizados pelo médico inglês Edward Jenner. Ele observou pessoas que se contaminaram, ao ordenharem vacas, por uma doença de gado e chegou à conclusão de que essas pessoas tornavam-se imunes à varíola. A doença, chamada de cowpox, assemelhava-se à varíola humana pela formação de pústulas (lesões com pus).

Diante dessa observação, em 1796, Jenner inoculou o pus presente em uma lesão de uma ordenhadora chamada Sarah Nelmes, que possuía a doença (cowpox), em um garoto de oito anos de nome James Phipps. Phipps adquiriu a infecção de forma leve e, após dez dias, estava curado.

Cerca de 2 meses depois, Jenner inoculou Phipps de novo, mas com um líquido tirado de uma ferida causada por varíola humana – e ele não desenvolveu a doença. Estava imunizado! Surgia aí a primeira vacina.

Então, o médico continuou sua experiência, repetindo o processo em mais pessoas. Em 1798, comunicou sua descoberta em um trabalho intitulado “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”. Apesar de enfrentar resistência, em pouco tempo, sua descoberta foi reconhecida e espalhou-se pelo mundo.

Em 1799, foi criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação.

A vacina chegou ao Brasil em 1804, trazida pelo Marquês de Barbacena.

O que é vacina?

A vacina é uma importante forma de imunização ativa (quando o próprio corpo produz os anticorpos) e baseia-se na introdução do agente causador da doença (atenuado ou inativado) ou substâncias que esses agentes produzem no corpo de uma pessoa de modo a estimular a produção de anticorpos e células de memória pelo sistema imunológico.

Por causa da produção de anticorpos e células de memória, a vacina garante que, quando o agente causador da doença infecte o corpo dessa pessoa, ela já esteja preparada para responder de maneira rápida, antes mesmo do surgimento dos sintomas da doença.

Portanto, a vacina é uma importante forma de prevenção contra doenças.

Curiosidade: O termo vacina tem origem do latim e significa “de vaca”, uma referência à forma como a vacina foi criada.

6 bons motivos para se vacinar

Confira 6 bons motivos para você se imunizar:

    1. Estar protegido contra várias doenças imunopreveníveis.
    2. Incentivar a vacinação é proteger a família e amigos.
    3. Contribuir para redução e eliminação de doenças.
    4. Reduzir complicações e gravidade em determinadas comorbidades.
    5. Reduzir a resistência a antibióticos.
    6. Custo-benefício da vacinação.

 

Vacinas contra a Covid-19

Várias vacinas contra a COVID-19 estão sendo estudadas e desenvolvidas em todo o mundo para tentar combater a pandemia causada pelo novo coronavírus. Destaque para as vacinas elaboradas em 4 tipos de tecnologia:

    1. Tecnologia genética (mRNA ou DNA) (Pfizer e Moderna): é uma tecnologia que faz com que as células saudáveis do corpo produzam a mesma proteína que o coronavírus utiliza para entrar nas células. Ao fazer isso, o sistema imune é obrigado a produzir anticorpos que, durante uma infecção, podem neutralizar a proteína do verdadeiro coronavírus e impedir o desenvolvimento da infecção.
    2. Uso de vetores virais/adenovírus modificados (Astrazeneca, Sputnik V e Janssen):consiste em utilizar adenovírus, que são inofensivos para o corpo humano, e modificá-los geneticamente para que atuem de forma parecida com o coronavírus, mas sem risco para a saúde. Isso faz com que o sistema imunológico treine e produza anticorpos capazes de eliminar o vírus caso aconteça a infecção’.
    3. Uso de proteínas ou fragmentos de proteínas (Novavax): utilizam uma parte, ou a proteína completa do vírus que se liga nas células, para “treinar” o sistema imunológico a saber que proteínas deve reconhecere atacar durante uma infecção real.
    4. Uso do coronavírus inativado (Coronavac): é utilizada uma forma inativada do novo coronavírus que não provoca a infecção, nem problemas para a saúde, mas que permite ao corpo produzir os anticorpos necessáriospara combater o vírus.

Todas essas formas de funcionamento são teoricamente eficazes e já funcionam na produção de vacinas para outras doenças.

Isso quer dizer que, em geral, a vacina causa uma resposta do nosso sistema imunológico e ele cria como que um “efeito-memória”, que o protege quando o vírus de verdade chega.

Bom, então por que ainda não existe uma vacina contra HIV?

É porque existem casos em que o vírus dá um jeito de ficar escondido do próprio sistema imune e se espalha sem que os anticorpos o “vejam”.

Porém, mais um passo foi dado na corrida pela vacina contra o vírus da imunodeficiência humana, o HIV. A Moderna, empresa responsável pelo desenvolvimento de uma vacina para Covid-19 com tecnologia de RNA mensageiro, iniciou em janeiro de 2022 os testes da vacina contra o HIV em humanos com a mesma tecnologia.

Lembrando que o processo de desenvolvimento da vacina contra HIV é parecido com o do coronavírus, ou seja, avaliam o uso de mRNA mensageiro.

Em dezembro de 2021, um ensaio clínico de fase 1, foi publicado pela revista Nature e avaliou a eficácia e viabilidade de uma vacina contra HIV com essa tecnologia por esse mesmo grupo de pesquisa. O imunizante está sendo desenvolvido na Universidade de George Washington, nos Estados Unidos.

Vacine-se

Criada há mais de 200 anos, a vacina ainda é uma importante forma de prevenção contra as doenças.

Não deixe de se vacinar! Proteja-se e proteja quem você ama e está ao seu redor! Uma questão de saúde pública, cidadania, compromisso social e respeito!